O treinamento da Meia Maratona está sendo executado meticulosamente desde 8 de agosto, praticamente na 7ª semana de treinamento. Essa semana era mandatório começar as distâncias iguais ou acima de 10 km, e eu tentei correr os primeiro 5 km em um pace que eu considero alto 7:40 min/km, o problema que eu não tenho conseguido manter esse pace e algumas vezes baixo para 7 min/km, quando vejo estou quebrando na corrida e começo a querer parar.
Preocupada com essas paradas, decidi fazer a corrida em duas fases, a primeira foram os 5 km normais em que eu corria do Flamengo sentido Glória, foi quando eu percebi o calor do Rio de Janeiro.
Tentei segurar a corrida mas o corpo se mostra mais ativo, nos 4 km quebrei, um calor imenso, eu querendo voltar pra casa dormir. Conclui 5 km na Urca e decidi parar a corrida.
Fui andando até depois da fogo de chão e ao entrar na Enseada de Botafogo tive fôlego para mais 5km, mas no km 2 da parte 2 eu quebrei de novo.
Boca seca, coxa doía, pés também, pernas pesadas, então decidi fazer tiro de 100m e descansar 100 m, o calor castigava.
Terminei os 5km com um tempo quase parecido com o primeiro, andei até o batimento cardíaco decair e me sentei em uma árvore.
Preocupada em não conseguir concluir 10km, uma vez que já concluí.
Talvez seja isso, um mal dia.
Treino
5km contínuos com pace 7:29 por 39:06
5km com tiros com pace médio de 8:16 por 42:36
clima: quente 32º C com vento
Sobre o garmin forerunner 25, parece que a Garmin realmente conseguiu acertar nos novos gps, depois de tantos anos errando em design e robustez. Esse relógio é simples no entanto induz o usuário a praticar esporte com a contagem de passos diários. É mais preciso do que meu antigo forerunner 320 XT. Pena que não posso programar meu treino em caso de intervalado. Outra coisa tb é que diversas vezes ele não avisa quando eu terminava o km, geralmente o meu vibrava, esse não tem essa opção. É leve, algo que não influencia no balanço do braço, porque o outro 320 xt, era grande e depois começava a incomodar. Esse acaba que a gente nem percebe que ele está no braço.
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segunda-feira, 12 de setembro de 2016
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
O que 2014 me ensinou sobre corrida?
Esse post deveria ter sido feito em 2014, mas no primeiro dia de 2015 começo a me recuperar de uma lesão a 3a lesão que me acometeu desde o início de 2014
Por tantas vezes abaixei a cabeça e conversei com meu corpo tentando entender o que ele quis me dizer. Será que não sou uma corredora? Será que é o tênis? Será que meu treinamento está correto? Será que não estou descansando direito?
Via tantos amigos esse ano saindo e entrando logo em outras competições com tanta facilidade que me causava tanta frustração não estar presente.
Então nessa última lesão estou começando a entender meus erros.
Ao pensar nas minhas lesões eu não conseguia perceber nenhum ponto comum entre elas, com exceção de um: toda lesão era depois ou perto de alguma competição que havia algum desafio.
Então entendi que eu posso ter tido 3 desafios:
1 - Ultraitimura, um treino de 21 km, nunca feito antes. E que minha quilometragem na semana não passava de 20km. Mesmo assim ousei. Resultado: derramamento articular no joelho direito, que me tirou das pistas por 1 mês.
2- Meia maratona internacional. O que envolve o treino da meia é o medo do derramamento acontecer de novo, por isso quis me acostumar com a distância, mas também pensei que quanto mais rápida eu fosse menos tortura para meu corpo. Então me preocupei com a velocidade, no entanto, induzi meu organismo a correr o mais rápido em todos os treino, tanto longos, quanto intervalados e outros. Estava sem treinador, apenas uma assessoria de graça na internet, não desmerecendo,porque era muito boa. Corri tao veloz que estava beirando um pace de 5:50min/km... Um recorde pessoal em corridas com mais de 10km.Resultado: Final de junho minha panturrilha sofreu o overtranning após uma corrida de 18km, Pensei em calcanhar de Aquiles, mas fui prudente e parei. O problema é que parei demais e não continuei a academia, voltar em agosto ao condicionamento de junho foi difícil. Uma compressa de água quente todos os dias me ajudou a continuar o treinamento e fazer a prova. Após a prova não senti dores, sem derramamento e não lembro de sentir dores na bacia.
3 - Em Setembro apareceu a oportunidade de correr minha primeira prova de areia. Achei fantástico. E assim treinei, mas a mudança de piso não foi tão gradual e logo me coloquei a correr em areia. Sempre, mesmo que meu treino era para asfalto e sempre com o pace mais baixo. Resultado: pubalgia, terminei o desafio do revezamento de praias e as dores se intensificaram, não conseguia levantar da cama sem sentir dores.
Pensei durante muito tempo o que esses 3 eventos tinham parecidos, falta de treinamento? Não...
Mas em todos eu queria ser rápida em todos os treinos... Eu ja tinha ultrapassado meus limites de velocidade e sabia que poderia fazer de novo, na procura pelo pace perfeito, meu organismo se cansou, se estressou e perdeu o prazer de correr.
O que 2014 me ensinou foi o respeito com o meu corpo, e isso para mim significa ter paciência. Determinadas competições eu nunca tinha feito e meu corpo não sabia o que esperar e nem certamente não estava preparado, mas jogue a primeira pedra quem nunca foi competir sem não ter treinado suficiente. Bom que isso ocorreu ok, mas precisava ser num pace mais brando e nao sempre querendo quebrar recordes.
Eu entendi qual o gosto por correr, esse gosto não tem dor, não tem ansiedade de fazer o tempo x ou y... Apenas o prazer de curtir uma música e terminar a prova. Por mais que eu vá toda equipada, com agua, gatorade, nada vai substituir a minha paz de espírito e a minha despreocupação com o resultado de uma simples corrida.
2014 me ensinou a correr 21km, a correr na areia e não botar nenhuma expectativa em nenhuma corrida, apenas concluí-la.
E assim seguirei!
Que 2015 seja com muito menos lesão.
http://www.ted.com/talks/christopher_mcdougall_are_we_born_to_run
Por tantas vezes abaixei a cabeça e conversei com meu corpo tentando entender o que ele quis me dizer. Será que não sou uma corredora? Será que é o tênis? Será que meu treinamento está correto? Será que não estou descansando direito?
Via tantos amigos esse ano saindo e entrando logo em outras competições com tanta facilidade que me causava tanta frustração não estar presente.
Então nessa última lesão estou começando a entender meus erros.
Ao pensar nas minhas lesões eu não conseguia perceber nenhum ponto comum entre elas, com exceção de um: toda lesão era depois ou perto de alguma competição que havia algum desafio.
Então entendi que eu posso ter tido 3 desafios:
1 - Ultraitimura, um treino de 21 km, nunca feito antes. E que minha quilometragem na semana não passava de 20km. Mesmo assim ousei. Resultado: derramamento articular no joelho direito, que me tirou das pistas por 1 mês.
2- Meia maratona internacional. O que envolve o treino da meia é o medo do derramamento acontecer de novo, por isso quis me acostumar com a distância, mas também pensei que quanto mais rápida eu fosse menos tortura para meu corpo. Então me preocupei com a velocidade, no entanto, induzi meu organismo a correr o mais rápido em todos os treino, tanto longos, quanto intervalados e outros. Estava sem treinador, apenas uma assessoria de graça na internet, não desmerecendo,porque era muito boa. Corri tao veloz que estava beirando um pace de 5:50min/km... Um recorde pessoal em corridas com mais de 10km.Resultado: Final de junho minha panturrilha sofreu o overtranning após uma corrida de 18km, Pensei em calcanhar de Aquiles, mas fui prudente e parei. O problema é que parei demais e não continuei a academia, voltar em agosto ao condicionamento de junho foi difícil. Uma compressa de água quente todos os dias me ajudou a continuar o treinamento e fazer a prova. Após a prova não senti dores, sem derramamento e não lembro de sentir dores na bacia.
3 - Em Setembro apareceu a oportunidade de correr minha primeira prova de areia. Achei fantástico. E assim treinei, mas a mudança de piso não foi tão gradual e logo me coloquei a correr em areia. Sempre, mesmo que meu treino era para asfalto e sempre com o pace mais baixo. Resultado: pubalgia, terminei o desafio do revezamento de praias e as dores se intensificaram, não conseguia levantar da cama sem sentir dores.
Pensei durante muito tempo o que esses 3 eventos tinham parecidos, falta de treinamento? Não...
Mas em todos eu queria ser rápida em todos os treinos... Eu ja tinha ultrapassado meus limites de velocidade e sabia que poderia fazer de novo, na procura pelo pace perfeito, meu organismo se cansou, se estressou e perdeu o prazer de correr.
O que 2014 me ensinou foi o respeito com o meu corpo, e isso para mim significa ter paciência. Determinadas competições eu nunca tinha feito e meu corpo não sabia o que esperar e nem certamente não estava preparado, mas jogue a primeira pedra quem nunca foi competir sem não ter treinado suficiente. Bom que isso ocorreu ok, mas precisava ser num pace mais brando e nao sempre querendo quebrar recordes.
Eu entendi qual o gosto por correr, esse gosto não tem dor, não tem ansiedade de fazer o tempo x ou y... Apenas o prazer de curtir uma música e terminar a prova. Por mais que eu vá toda equipada, com agua, gatorade, nada vai substituir a minha paz de espírito e a minha despreocupação com o resultado de uma simples corrida.
2014 me ensinou a correr 21km, a correr na areia e não botar nenhuma expectativa em nenhuma corrida, apenas concluí-la.
E assim seguirei!
Que 2015 seja com muito menos lesão.
http://www.ted.com/talks/christopher_mcdougall_are_we_born_to_run
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Meia Maratona do Rio de Janeiro 31 de agosto de 2014
Eu nunca pensei que chegaria a ser corredora de longa distância. Em abril desse ano completei 21 km em Jundiaí. Fiz em 2h:34min os 21km. O que veio depois desses 21 km quase me fez desistir de correr longas distâncias. Eu tive derramamento articular, senti no quilômetro 16 da corrida, mas não dei importância. Fiquei por uma semana mancando e doía muito o joelho, fiz fisioterapia.
Voltei a correr, dessa vez em terrenos diferentes do que já estava acostumada, senti o joelho de novo. Peguei mais pesado no fortalecimento. Comecei a fase dos longões. Primeiro foi de 12 km, mantive aumentei para 13km, 14km e mantive durante uma tempo em 15 km, em um momento fiz 18km... após isso senti a panturrilha. Uma dor intensa que nunca abandonava. Fiquei uma semana assim. tentei correr 15km, corri, mas fiquei sem poder tocar o chão de tanta no calcanhar....
Fiquei um mês parada, para não perder o ritmo já que agosto estava próximo, resolvi fazer spinning e acabei com todo meu preconceito sobre essa atividade. Fui ao médico, nada acusou nos exames. Overtrainning
Voltei sem dores, após muito fortalecimento e muito gelo voltei. Mas estava com asma e meu pace aumentou em 1 min. Estava em longões fazendo um pace de 6:12. Fui para um pace de 7:12.
Preocupei. Sempre pensei que demorar numa prova de 21km ou uma maratona era tão prejudicial quanto forçar além da conta.
Pensei em desistir... Mas valia tentar o treino de agosto inteiro... treinei. Nem sempre fechei planilha... Algumas vezes a respiração nao deixava correr alguns metros. Não forcei.
Academia foi bem frenquentada, mas dessa vez para circuitos e atividades aeróbicas.
Na ultima semana me sentia quase totalmente preparada para os 21km. No entanto sentia medo...
Por não ter completado planilhas com longoes, por não ter feito tratamento mais eficaz da asma, por nao está com o pace que pensei que estaria... Gostaria de ter corrido com pace de 6 min/km.
E chegou o dia. Tudo uma festa, afinal para isso que tinha investido na prova, diversão.
Fui com o Daniel corredor e taxista para a corrida, minha amiga Carol que tinha chegado na noite anterior e minha amiga corredora Bruna também foi. Bruna e eu iamos correr, comecei dentro do carro a chegar a quantidade de géis... 4 ... Era pouco...? bom era 1 a 7km... Ok entao. Gatorade...Ok, comprei uma garrafinha pequena que ficava proxima a braçadeira do celular... muitos iriam se agoniar mas depois de tantas corridas já estava mais do que acostumada. Só quando eu tirava que era chato porque arriscava de bater no braço e o fone do celular dava mal contato.
Mas ai vi a garrafinha de gatorade da Bruna. Droga, não tinha... tentei comprar na chegada. Nada... Tinha tomado varias garrafas durantes 3 dias anteriores, mas la na hora, talvez fosse necessário... Sem pânico, talvez fosse só nervosismo, achei água, tomei... Melhorei... Banheiro.. talvez fosse bom... Fui. Estava bem. Todos reclamando do sol. Acho que treinos ao meio dia me fizeram ignorar temperaturas altas,
Começou a largada... Ficaram na dúvida qual era a largada... deixei um montante passar olhei e perguntei a Bruna se agora ela ia... Ela disse que nao. Resolvi ir, dei um abraço apertado na Carol e na Bruna... Logo nos primeiros metros vi a Mara, que é de Goiânia, o pace dela era bem mais baixo... Logo a perdi de vista.
Ok, subida da Niemeyer...
Resolvi manter um pace de 7, muita mas muita gente passou de mim, correndo muito forte. E quando chegamos na parte mais alta, muita gente estava andando sem fôlego, eu estava com fôlego e sem calor.... ok, vou para um pace 6:40... Quando olhei para cima, era o povo todo do Vidigal batendo palma. Que emoção, dei tchau... Me senti realmente uma vencedora naquele momento. E pensei que era esse o espírito da prova... Esqueci o tempo, apesar de controlar o pace, mas decidi não preocupar, a prova seria como deveria ser.
E assim fui... até que desci para o Leblon. Leblon -Ipanema foram e sao minha pista de corrida de velocidade então achei uma boa correr com mais rapidez. Lá foi possível beber água e olha, gatorade... Nem precisei do meu. De repente a música parou... Droga... e se fosse sem música? Encontrei uma senhora com a blusa da assessoria esportiva de dois amigos de São Paulo. Troquei uma ideia. E vi que o boné era da Conrades... Disse que era uma sonho, ela serenamente falou vai conseguir só treinar, respondi que esse era meu primeiro ano de corrida... Pensei por que tanta pressa a minha, era minha primeira meia maratona...
Ela disse: Ah, muito ainda o que correr e a ser vivido em prova.
Legal, pensei que esse era o objetivo, ritmo confortável, sem cobranças, correr para concluir.
acelerei em Ipanema, cheguei no Arpoador, sombra e muita gente, apressei. Encontrei muita gente de Manaus e ai encontrei amigos, que até tiraram foto em Copacabana.
Entrei no tunel metade da corrida ja tinha passado... De repente todos começaram a gritar e cantar... esse era o espírito do esporte... a perna começou a reclamar, será que tinha forçado? Vi o posto de água. Otimo... Vou pegar...alguem passou na minha frente e me fez parar, ai sensação estranha...
Tomei agua, o sol estava bem mais forte. Ignorei... gatorade. Tomei o quanto pude, tinha acabado de tomar gel...
Apareceram os fotógrafos, estava entrando no Aterro. Ah que lindo, tava chegando no km 15, sorri, foi quando as pessoas cumprimentavam a gente e dizia que estava chegando, sorri de volta e acenei agradecendo pelas palmas. Parece bobo, mas o esporte nesses momentos é mágico. Se você é insensível a essas emoções você não faz mais por prazer.
Ok, final o calor realmente estava forte, de repente se fez silencio ao redor, era muita gente cansada ao meu redor. Senti as pernas no km 16... Pensei, será cansaço ou vou ter outro derramamento articular? Não... É cansaço. Resolvi andar... mas vi o relógio e estava 1h:48min... Pensei que bom, estava abaixo de 2h. Talvez consiga chegar em menos tempo do que fiz... A volta para a pista da chegada nao encontrava, nao estava ao alacance... na pista ao lado era a pista de quem já estava a caminho da chegada...
Bateu o cansaço, nao ouvia música de chegada mais, não via mais nada, só ouvia respirações ofegantes... Senti o joelho mais enrijecido, não doía...
Correr mais rápido nao dava. Resolvi ser um robô... mantive um pace, mas andei.... Olhava para o lado, voltei a correr km 18... nada da volta... algum tempo já tinha passado. 18,5km vi a passagem... resolvi correr mais forte, não consegui arrancar. Ok, mantendo o pace 6:45, tava ruim, mas tudo bem... Manter... e chegar virei... alívio, pista de chegada.
Foi quando deu desespero, pista de chegada será que vou percorrer tudo o que havia percorrido na outra, será que é o Aterro inteiro e a chegada está no começo Botafogo-Flamengo enquanto eu estou na frente da Lapa? 19,7km andei mais um pouco, chequei o relógio. Não é hora de andar, vou correr... Km 20... Droga 1km, cadê Carol? Ela disse que estaria na chegada. Ah! meu relógio das placas tinha uma diferença de alguns metros.
Ok, Estou no final... Vi a chegada, ouvi música abri o sorriso, não aguento sprint. Ok vou correr em trote, tá no fim... Fazendo aviãozinho. Levantando o braço! E assim passei muito feliz na chegada, ando vários metros fico procurando Carol. Não penso em nada... Depois penso no meu pai, o quanto estaria aplaudindo, minha mãe e seu celular que estaria batendo mil fotos. Peguei a medalha.
Foi A corrida... telefone, é minha mãe. Quero abraçar o telefone, assim como quero abraça-los.
Terminei a prova dos meus sonhos em 2h: 27min. Sim, haverá outras, mas essa foi a primeira oficial a que recebeu todas as primeiras sensações e emoções e foi aqui no Rio de Janeiro.
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