Esse post deveria ter sido feito em 2014, mas no primeiro dia de 2015 começo a me recuperar de uma lesão a 3a lesão que me acometeu desde o início de 2014
Por tantas vezes abaixei a cabeça e conversei com meu corpo tentando entender o que ele quis me dizer. Será que não sou uma corredora? Será que é o tênis? Será que meu treinamento está correto? Será que não estou descansando direito?
Via tantos amigos esse ano saindo e entrando logo em outras competições com tanta facilidade que me causava tanta frustração não estar presente.
Então nessa última lesão estou começando a entender meus erros.
Ao pensar nas minhas lesões eu não conseguia perceber nenhum ponto comum entre elas, com exceção de um: toda lesão era depois ou perto de alguma competição que havia algum desafio.
Então entendi que eu posso ter tido 3 desafios:
1 - Ultraitimura, um treino de 21 km, nunca feito antes. E que minha quilometragem na semana não passava de 20km. Mesmo assim ousei. Resultado: derramamento articular no joelho direito, que me tirou das pistas por 1 mês.
2- Meia maratona internacional. O que envolve o treino da meia é o medo do derramamento acontecer de novo, por isso quis me acostumar com a distância, mas também pensei que quanto mais rápida eu fosse menos tortura para meu corpo. Então me preocupei com a velocidade, no entanto, induzi meu organismo a correr o mais rápido em todos os treino, tanto longos, quanto intervalados e outros. Estava sem treinador, apenas uma assessoria de graça na internet, não desmerecendo,porque era muito boa. Corri tao veloz que estava beirando um pace de 5:50min/km... Um recorde pessoal em corridas com mais de 10km.Resultado: Final de junho minha panturrilha sofreu o overtranning após uma corrida de 18km, Pensei em calcanhar de Aquiles, mas fui prudente e parei. O problema é que parei demais e não continuei a academia, voltar em agosto ao condicionamento de junho foi difícil. Uma compressa de água quente todos os dias me ajudou a continuar o treinamento e fazer a prova. Após a prova não senti dores, sem derramamento e não lembro de sentir dores na bacia.
3 - Em Setembro apareceu a oportunidade de correr minha primeira prova de areia. Achei fantástico. E assim treinei, mas a mudança de piso não foi tão gradual e logo me coloquei a correr em areia. Sempre, mesmo que meu treino era para asfalto e sempre com o pace mais baixo. Resultado: pubalgia, terminei o desafio do revezamento de praias e as dores se intensificaram, não conseguia levantar da cama sem sentir dores.
Pensei durante muito tempo o que esses 3 eventos tinham parecidos, falta de treinamento? Não...
Mas em todos eu queria ser rápida em todos os treinos... Eu ja tinha ultrapassado meus limites de velocidade e sabia que poderia fazer de novo, na procura pelo pace perfeito, meu organismo se cansou, se estressou e perdeu o prazer de correr.
O que 2014 me ensinou foi o respeito com o meu corpo, e isso para mim significa ter paciência. Determinadas competições eu nunca tinha feito e meu corpo não sabia o que esperar e nem certamente não estava preparado, mas jogue a primeira pedra quem nunca foi competir sem não ter treinado suficiente. Bom que isso ocorreu ok, mas precisava ser num pace mais brando e nao sempre querendo quebrar recordes.
Eu entendi qual o gosto por correr, esse gosto não tem dor, não tem ansiedade de fazer o tempo x ou y... Apenas o prazer de curtir uma música e terminar a prova. Por mais que eu vá toda equipada, com agua, gatorade, nada vai substituir a minha paz de espírito e a minha despreocupação com o resultado de uma simples corrida.
2014 me ensinou a correr 21km, a correr na areia e não botar nenhuma expectativa em nenhuma corrida, apenas concluí-la.
E assim seguirei!
Que 2015 seja com muito menos lesão.
http://www.ted.com/talks/christopher_mcdougall_are_we_born_to_run
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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Minha decisão por não fazer fisioterapia
Procurei toda ajuda para manter meu ritmo e não sentir dor durante a corrida. Em treinos fortes tenho sentido e muitos dos meus músculos ainda reclamam.
Então vamos lá:
Um pouco de anatomia não mata ninguém
Então essa é a anatomia do Joelho. Maior parte disso aqui vive em perfeita harmonia, quando você não tem sobrepeso, não tem quedas ou lesões. Como a condromalácia chegou a mim eu não sei. Mas quando fiquei maior sempre doeu muito inclusive quando usava saltos altos. Foi quando ainda em Manaus detectei. Aqui em BH fiz uma ressonância e descobri que tinha grau 2 e 3... Nunca corri por causa do medo de me lesionar...
Engordei os 10kg, pressionei mais o joelho, fortaleci durante 4 meses em 2012, mas era só doer um pouco mais e parava todas as atividades e voltava depois de muito tempo. Correr 5km nunca.
O que se passava? Dor aguda depois de treinos de caminhada e corrida... Voltava pra casa e colocava gelo, aliás gelo não colocava não. Fortaleci com academia os músculos, não o suficiente... Meu Quadríceps descobri recentemente deveria ser mais próximo da patela, falando a grosso modo, ele deveria descer mais para o joelho, hipertrofiar. O vasto oblíquo deveria ser mais forte. Daí aquelas leves dobras musculares de corredores, próximo ao joelho.
Esse tensor fáscia lata também é um cara que precisa de cuidados por causa da banda íliotibial: "uma faixa espessa de tecido fibroso que se inicia na crista ilíaca (o bordo lateral do osso da bacia) e se vem inserir lateralmente ao joelho, na parte superior da tíbia. As fibras do músculo tensor da fáscia lata e algumas fibras do glúteo inserem-se na banda iliotibial, e esta atua coordenando a função muscular e estabilizando o joelho durante a corrida. "
O meu prognóstico é bom sempre foi. Com o fisioterapeuta fiz todos os exames, puxa, estica vai pra frente, vai pra trás... Negativo em tudo. Fortalecimento é determinante. Então voltando a academia por causa disso. Questões de tempo. Se é pra fortalecer academia. Dores, não. Mas há uma tensão no joelho. Mostraram todos os exercícios para eu fazer. Se minha academia tem fisioterapeuta por que não aliar esses exercícios direcionados a ela.
Enfim consulta marcada com ortopedista no final do mês para uma possível ressonância. Fisioterapeuta na próxima semana para inserir os exercícios na academia.
Então vamos lá:
Um pouco de anatomia não mata ninguém
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| Em vermelho os músculos, em branco os tendões e em amarelo pálido os ossos que compõe a anatomia do joelho |
Engordei os 10kg, pressionei mais o joelho, fortaleci durante 4 meses em 2012, mas era só doer um pouco mais e parava todas as atividades e voltava depois de muito tempo. Correr 5km nunca.
O que se passava? Dor aguda depois de treinos de caminhada e corrida... Voltava pra casa e colocava gelo, aliás gelo não colocava não. Fortaleci com academia os músculos, não o suficiente... Meu Quadríceps descobri recentemente deveria ser mais próximo da patela, falando a grosso modo, ele deveria descer mais para o joelho, hipertrofiar. O vasto oblíquo deveria ser mais forte. Daí aquelas leves dobras musculares de corredores, próximo ao joelho.
| Músculos da coxa que ajudam na tensão para manter o joelho no lugar, não havendo desgaste. |
Sacou? Qual o objetivo? Manter tudo tensionado e a rótula no lugar sem desvio, se ela desviar de um lado para o outro ela provoca desgaste. Igual esses aqui. Eu pude ver na ressonância alguns pedaços de cartilagem.
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| Lesões na Condromalácia. |
O meu prognóstico é bom sempre foi. Com o fisioterapeuta fiz todos os exames, puxa, estica vai pra frente, vai pra trás... Negativo em tudo. Fortalecimento é determinante. Então voltando a academia por causa disso. Questões de tempo. Se é pra fortalecer academia. Dores, não. Mas há uma tensão no joelho. Mostraram todos os exercícios para eu fazer. Se minha academia tem fisioterapeuta por que não aliar esses exercícios direcionados a ela.
Enfim consulta marcada com ortopedista no final do mês para uma possível ressonância. Fisioterapeuta na próxima semana para inserir os exercícios na academia.
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