quinta-feira, 5 de maio de 2016

Asma e a corrida

Depois de dezembro pensei que iria voltar a correr, no entanto engordei muito por causa de mudanças na minha vida. Agora com a vida mais estabelecida voltei a treinar em ma academia e a fazer corridas em esteira. Já tentei recomeçar 3 vezes depois de janeiro. Essa última eu enfrentei uma crise de asma que perdura até agora. Quando se é asmático qualquer gripe vira um turbilhão. Muita secreção se formando e muita tosse. Entrei no antibiótico e também no corticóide além das bombinhas.
Voltar aos treinos depois de uma crise é difícil, mas muito benéfico porque o exercício aeróbico pode reeducar sua respiração.
Como estou de volta à academia e estou em uma boa academia posso fazer a parte aeróbica com moderação. Pedalo 30 minutos de forma branda que até leio. Depois vou para esteira onde começo andando e sigo correndo, nada que provoque broncoespasmo e desencadeie tosse. São quase 2 horas de academia mas num ritmo moderado.
Tentando marcar consulta com a pneumologista.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

De volta a reeducação alimentar

Lembro que ano passado já me sentia mais pesada do que de costume do ano inteiro. Lembro que eu me controlei bastante durante as festas, mas começava a perceber que me corpo estava mais pesado. Em dezembro de 2014 estava com 62 kg, esse mantive até abril desse ano e hoje estou com 70 kg. O incômodo do peso é a mesma sensação de quando comecei a minha dieta, cansaço, falta de disposição, comer massa sem gastar calorias, sem treino, refluxo, gordura abdominal, calor, dores de cabeça e dificuldades para dormir.
Durante o ano de 2015 tentei corre varias vezes, impossível, meu pulmão mal aguenta 500m. Uma vez que durante esse trabalhei durante muito tempo 10 h por dia. Mas ok, doutorado garantido:
Apresentação do doutorado out/2015

Cansada dessa rotina de cansaço e extremamente improdutiva resolvi "recomeçar". Certamente engordar em um ano 10kg, envolve mais do que peso, envolve a gordura corporal que foi acumulada também e que só vai embora com muito suor.
Esse primeiro momento me concentrarei em perder peso de forma a fazer uma caminhada durante a semana.
Segue a tabela de acompanhamento:

Poderia até me preocupar com meu peso no próximo ano, mas quando você se sente mal com o seu corpo penso que você deve mudar agora.

Sigamos

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Os longos recomeçaram

Com a passada no doutorado em que me encontro realmente é difícil manter os treinos de 3-4 vezes por semana. No entanto para o bem da cabeça e do corpo, é necessário uma corridinha por semana.
No último fim de semana corri pelo aterro. A prática realmente eu tenho perdido, me atrapalhei toda para me preparar. Água demasiadamente congelada, Não cheguei cedo para correr. O pace querendo ser mais ligeirinho do que aguentava.

Me obriguei a duas coisas, parar quando quisesse, mas nao por muito tempo. Correr de forma contínua em um ritmo não acelerado e prestando atenção na respiração. Parar quando sentir dores muito fortes. Beber água, correr pela sombra, cumprir a distância que gostaria.

Fui toda atrapalhada, ficava querendo parar pra conversar no telefone, esquecia de tomar água. Demorei sentada tomando o gel, Queria desistir de fazer acima de 10km por pura preguiça. Eu sei que quando chegasse em casa ia dizer "puxa poderia ter continuado".

Segui pelo aterro todo, uma parte do Rio bem quente embora tenha árvores. Fiz o mesmo percurso de morte do final da meia internacional. Ainda continua penoso esse trecho. Espero um dia faze-lo com tranquilidade na mesma hora que fiz na meia maratona.

A movimentação do pé finalmente está acostumando com o tênis minimalista  que uso, o Saucony Hattori LC. Sendo um tênis sem amortecimento pisar na rua com força dói muito. Então me obriga a ser suave.

Tenho adotado comida de verdade ao invés de gel. Sem bolsa e sem emprego a economia impera. Então banana na mochila da camel bak. Acompanhar o meu ritmo, não dos outros foi um desafio. Manter um pace que eu achasse confortável também. Passei apenas uma senhora de muleta hahaha. Mas o objetivo era sempre uma distância longa, não poderia me comparar a pessoas que estavam ali para fazer 5 km.

Pensei ainda quando saí do aterro (ida e volta) a parar, mas resolvi entrar pelo túnel de botafogo e chegar em Copacabana. Lá deu fome e fui comer minha banana. Ok, o joelho estava reclamando estava cansada e certamente tinha passado dos 10km. Ótimo, volto para casa e descubro que fiz 12km, pronto encontrei minha motivação para voltar a minha corrida, o descompromisso.






segunda-feira, 8 de junho de 2015

A volta a corrida

Síndrome do corredor: É quando você no momento que conhece um lugar, olha determinando o trajeto possível para um próximo treino, isso inclui em um curto período de segundos. Você pensa em segundos, um cálculo pessoal de altimetria, de minutos/quilômetro... Seu olhar já está calibrado como seu gps. Você pensa como poderia carregar água, quanto de carboidrato, qual carboidrato e claro no seu bônus, quais as melhores paisagens para correr? As partes mais quentes, você sabe que perto do mar tem brisa, mas se tiver corredores de árvore pode ser muito úmido, melhor ir de manga curta, longa? Para mim sempre será bermuda, mais liberdade na passada, não sobe, não desce.





E ai você aprecia seu plano. Eu moro no Rio e aqui planejar treino é algo muito fácil. Toda a cidade é fácil de correr e todos estão bem acostumados a nossa presença. O meu último trajeto foi a Urca, acordei cedo e fui correr. 

Já tinha feito um treino por lá e lembrava que era muito quente já que entra em uma rua cercada por montanhas e com árvores, o que dá uma sensação de falta de vento, o final dessa rua é a praia, tão quente quanto hehehe. Mas um visual de tirar o fôlego. Comecei a correr próximo ao metrô do Largo do Machado e fui descendo para a praia de Botafogo. Maior preocupação era achar o ritmo e voltar a dominar o corpo dizendo para ele acordar que agora a velocidade era outra depois de longos 3 meses. 

A sensação foi péssima, tentei ajustar a passada, percebi que estava larga demais para o que eu conseguia e rápida também. Encurtei e desacelerei. Vamos lá eu consigo. Deu sede. Bebi água e cheguei na praia de Botafogo. Parei para atravessar a rua... Vontade de voltar pra cama. Tempo nublado. 

Atravessei 3 ou 4 pistas de grande movimento. Cheguei na calçada da praia. Paro pra bater foto. Nunca vi essa praia sem o Pão de Açúcar, esses monumentos aqui ajudam muito a compor a paisagem, é muito lindo. Vamos pensar, agora serão alguns 3 km até a praia da urca, se quero passar dos 5 km preciso correr por dentro da Urca. Farei isso.


Corri por trás de uma churrascaria para ficar mais perto de mar, segui direto na rua que entra na Urca, resolvi ir pela calçada no meio da rua, menos paralelepípedos, minhas pernas estavam reclamando. Acho que a ideia de longão não foi boa. Poderia ter sido uma treino de tiro. Mas quem quer correr apenas curtas distâncias perto da praia?

Era meu primeiro longão depois de muito tempo, desacelerei. Melhor assim... Passei pela frente do Instituto de Física e cheguei no bondinho, muitos corredores no meu caminho, maior parte homens. Pensei que mulheres deveriam se jogar mais a esse esporte e encarar essa adrenalina. Cumprimentei todos e todos me cumprimentaram, quem olhava parecia que já conhecia todos. Os turistas no bondinho é que ficavam achando muito estranho naquela hora alguém correndo. E eu não sou nada discreta quando corro, mochila rosa, blusa laranja e branca da ultima meia maratona, bermuda azul e vermelha. Um colorido condenável. Mas me sentia a garota mais sexy da praia hahaha. E enfim cheguei. De tirar o fôlego, o sol da manhã incidia na água e a deixava cristalina, os nadadores já estavam concluindo o treino e se reuniam no meio da água. A combinação de pedra, raios solares da manhã, areia gelada, árvores, mar, como não recarregar baterias já gastas nessas semanas difíceis?

Tirei fotos, guardei o celular, voltei a correr. Resolvi dar uma volta na praça do bondinho, pude ver as pessoas espantadas na minha chegada, um olhar de não entender nada. E assim resolvi sair dessa região e realmente entrar na Urca. Peguei a primeira a direita. Cheguei no meu lugar favorito a mureta, mas não a mais famosa, a minha mureta, a mais perto da entrada da Urca, onde os garçons eram nossos chapas, levavam cerveja pra gente e nem criavam caso em carregar nosso celular. Passei essa parte e foi quando vi a primeira corredora, parecia estar terminando e corria num ritmo muito bom, sem som, sem água. Resolvi correr até o instituo de Design. Sentia um peso nas pernas, acho que não tinha acertado o ritmo. Ok, ritmo se acerta na persistência. Continuei. Vi a construção que queria, ficava perto da praia e tinha uma parte que cobria a rua. Uma vez me disseram que a rua ao lado morava o Roberto Carlos, poderia até confirmar. Optei pela orla e continuei. Foi quando percebi que nos meus cálculos tinha corrido bastante e iria faltar a volta para casa. Parei de novo. Olhei o mar e de repente senti um nariz, um dog alemão imenso resolveu brincar comigo. Muito simpático, cumprimentei-o e o dono. 
Fiz um pequeno vídeo mostrando tudo. Que manhã! Do lado de cá estava tudo claro, a neblina na verdade tinha descido e estava no meio da enseada de Botafogo por isso as margens não se viam. 

Levantei, ajeitei a viseira. Voltei a corrida, dessa vez de volta. Muitos dos que encontrei na minha chegada, carregavam o pão e o café. Carioca é assim, ele adora comprar comida na rua, fazer refeições em geral na rua, comprar seu pão com manteiga para comer em casa. Sigo com esse cheiro pelo percurso. Penso agora no que vou comer quando chegar... Então faço o caminho de volta. E dessa vez entro na rua que dá para parte de pescadores, volto para a rua principal, encontro dois corredores de antes e pergunto se estão encerrando, estão vermelhos e suados, eles fazem um  grande esforço para me responder. 

Volto pelo mesmo caminho, passo o instituto, encontro maratonistas, inconfundíveis com a pouca roupa e excesso de suor, além do corpo  muito magro e a passada perfeita. Acho que já estão voltando. Cheguei na minha passagem, um senhor nessa passagem me olha incrédulo. Chego no lado de botafogo e vejo a Urca do outro lado, sim a neblina foi embora. 

Ok, está começando a ficar quente. Penso num banho. Ando um pouco, afinal não é o ritmo que estou acostumada mais. Sinto uma pressão no meu joelho. Droga, músculos mais fracos. Volto a correr, atravesso as ruas e chego no Flamengo, resolvo comprar frutas.: caqui e melancia. 

Que volta memorável, estou pronta para o dia com meus 9,5km depois de 3 meses sem nada.

sábado, 11 de abril de 2015

Quando a primeira visão do seu esporte se fecha

Descobri que a corrida faz total analogia a vida e assim depois de quase dois anos correndo percebo que o primeiro ciclo dela se fechou. Pode-se dizer a primeira visão, a paixão. 
O que ficou foi o amor, mas o romance nunca morre. Depois de muitos momentos de alegria e muitos momentos difíceis durante essa primeira fase da corrida, começo a perceber que abrandei, comecei a ver que é necessário viver momentos sem treino, momentos em que você não segue uma planilha. 
è necessário correr só pelo prazer de correr e não para cumprir tabela.
Se um resultado não deu certo, ok! O objetivo hoje é terminar. Primeiro que praticamente não estou treinando, então é necessário bom senso. Paro quando é necessário, vou no passo confortável até completar a distância que me propus.

Em uma corrida recente na Barra, passei muito mal de cólica, ânsia de vômito e sensação de desmaio.
Coisas de mulher, era tanta cólica que fui ao chão. Até que realmente passou e eu corri para acabar logo a prova.

Não me preocupo mais com tempo, até porque meu garmin quebrou hahaha! Então nao monitoro meu pace e tá tudo bem com isso. Marco no celular e só olho quando termino meu treino.

Tendo escutar o que estou sentindo e agora é a melhor epoca para correr, mas confesso que estou totalmente sem tempo.

Mas vejo a corrida de forma encantada e sei que ela não sairá da minha vida nunca. É o que muda meu humor e alguns meses sem ela, não abalam esse encantamento. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Relação com dieta



Ontem tive duas conversas sobre dieta e na verdade eu mais ouvi do que falei pelo simples fato de não saber o que dizer. Sempre as pessoas falam: eu não sei fazer dieta não consigo, eu fujo da nutricionista, eu não consigo comer regrado porque meu marido não ajuda, não consigo cozinhar para semana inteira.
Entre outras descobri que após um ano e meio em dieta (as mais variadas possíveis), não sei o que dizer para essas pessoas.


Meus convites e passeios não se baseiam mais em onde eu vou comer depois. Descobri muito outros hobbys que podem substituir a preocupação depois de “onde vamos jantar?”
Não quero dizer que não sinto fome, ainda sinto muita fome hehehe. Mas não faço mais questão de centralizar um determinado restaurante como passeio.
Eu levo ainda hoje lanchinhos para o trabalho, porque onde trabalho não há frutas ou uva passa... coisas que estão na minha dieta! Eu pago nutricionista para me dizer o que comer, porque simplesmente não tenho o dom de inventar pratos mirabolantes na cozinha e talvez nem queira ter. Simplesmente reconheço que não sei o que devo comer e alguém me diz o que devo comer.
Claro que com o passar desse tempo meu cardápio reduziu muito e se for parar para pensar no que como... Bom tenho comido alimento de verdade e sim vou a todos os lugares, mas não posso dizer que como tudo o que quero, porque deixei de fazer essa ação “sair para comer algo”.
Como porque preciso do alimento para viver, mas isso não derruba a qualidade do que como, evito comidas salgadas, industrializadas, até porque depois de tanto tempo comendo regrado, certas comidas me deixam passando mal. E é a última coisa que eu quero é passar mal por ter comido demais, não por culpa, mas foi um dos motivos por eu ter largado a bebida esse passar mal me incomoda, então não vi motivo para continuar.

Hoje certamente tenho algo mais importante, como rir à toa com os amigos perto ou que estão longe, ler um bom livro, passear na praia, apesar de todas essas atividades terem sido reduzidas por força maior, o doutorado.

Mas certamente planejamento do cardápio semanal ou comer qualquer coisa pelo caminho, não é para mim. Supermercado básico, comida simples, rápida, sem muito sal, sem muita gordura, funcional! Tá dando certo, deixa estar!

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Todos sabemos correr

Acabo de me deparar pela primeira vez que a corrida não é um esporte, mas foi feito um esporte dela. Não somos ensinados a correr, aprendemos a correr já quando estamos começando a andar. Nossas pernas são curtas e queremos chegar ao nosso destino mais rápido.
Perceba que o bebê quando corre levanta o joelho e logo firma o pé por inteiro no chão. Nessa idade não conhecemos nada de tecnologia, não sabemos o que é amortecimento entressola, amortecimento em gel, linha de equilíbrio da sola de um tênis, cabedal...

Com o passar dos anos decidimos correr e eis que escolhem um tênis de acordo com nossa pisada, de acordo com nosso tipo de pé, de acordo com o que vamos enfrentar (asfalto, terra, areia) e de acordo com o que podemos pagar ou não.

Ficamos individualistas mesmo todos os seres humanos serem formados por pés, pernas e terem os mesmos músculos, assim entramos em uma assessoria para "aprender a correr". Acredite eu também tive essa visão, talvez uma semana atrás.
Já tive alguns técnicos que passaram pelos meus treinamentos e nenhum me ensinou a correr, assim como nenhum ensinará.
A  verdade é que o ser humano sabe correr e por motivos de falta de condicionamento físico, falta de vontade, sobrecarga, cotidiano apertado e desculpas que ouvimos, não corremos. Mas sim qualquer animal com pernas corre.
Quando a corrida vira esporte é quando decidimos, correr para competir, para percorrer uma distância no menor tempo que conseguimos. Aí nossa diferença de índios que corriam todos os dias e não tinham lesões... Nos tornamos competitivos, temos treinamentos apertados e estressamos nossos músculos indiscriminadamente. Depois de um tempo aparecem as lesões e alguém fala: você não usou determinado produto... Seja ele um suplemento, um tenis da marca predileta de muitos corredores, um gps que pode ditar melhor seu ritmo ou você não contratou a assessoria que faz verdadeiros corredores, mas com valores bem mais altos do que você pode pagar... 
Fonte: corracomigo.com


Sim isso tudo aconteceu comigo e percebo que tem acontecido com muitos e ai nos ferramos? Nãooo. É que precisamos entender que corrida é um ato como falar e respirar, que precisamos unicamente ter condições físicas para exercê-la, músculos, articulações, tendões e se livrar do excesso de peso.
Entender ainda que corrida e marcha são duas ações diferentes. Corrida é uma sequência de pulos, se é uma sequência de pulos, não usamos o calcanhar e sim precisamos de uma panturrilha fortalecida. 
Então, por que quando compramos um tênis que alguém recomendou que é ótimo para o nosso estilo de pé, depois de termos feitos vários testes de pisada e o amortecimento é garantido, por que sentimos dores? Porque competimos, porque abusamos em exercer alta performance e se estivermos fazendo de forma errada, pioramos ainda mais nosso estado... E daí vem a lesão por estresse.
Isso tem 3 décadas de discussão e é comprovado hoje, quando calçamos um tênis, mudamos nossa corrida. Estamos fadados a confiar em toda a tecnologia que é nos oferecida em troca de conforto e menos lesões.
E conversando com alguns fisioterapeutas, lendo alguns artigos e blogs:
www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18424485
www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16195994

Vejo que não há evidência na tecnologia que se prescreve para a corrida, mas o que chamamos de técnica de corrida nada mais é do que a ação que nascemos aprendendo, o que nos cabe é aplicar aos nossos treinos,ter condicionamento para ir mais longe e paciência para adquirir velocidade e treino, saber o que te faz mal e o que não faz diferença (sim porque o que não faz diferença deve ser eliminado, incluindo sua orientação cara recebida).


A maneira mais fácil de alcançar a técnica de corrida em tantos anos de indústria de tênis, é descalço. Sendo impraticável em cidades grandes com pessoas que a vida toda usaram sapatos, mas é sim um comparável impressionante. 
Como você corre descalço, sempre será sua maneira natural 
de correr, ainda que seja com seu tênis, minimalista, semi minimalista, drop acima de 0.8mm com ou sem o amortecimento x,y,z. Apenas se sabe que para atingir a sua forma natural de corrida é necessário o pé mais livre possível para a extensão e flexão de dedos, fortalecimento de músculos na corrida e principalmente para manter a angulação correta da articulação talocalcânea.
(fonte:http://www.unomaha.edu/biomech/pdf/Effects%20of%20varying.pdf, tem um outro que compara que quem corre com pé descalço não apresenta desvio nessa articulação)




Se ainda sim se as dificuldades com a corrida existirem e as dores continuarem cada vez mais insuportáveis, acredite, o problema não foi com seu tênis de mil reais, ele apenas pode estar dificultando sua corrida, mas sim você ainda pode fazer valer a pena e tentar copiar sua passada descalça com ele.
É hora de pedir ajuda de alguém que entende como um bom fisioterapeuta. 
Eu realmente entendo que durante tantos anos calçados, pedir para correr descalço  seja quase como pedir para doar um rim, então tente, mas tente no duro onde seu pé costuma correr, não na grama, ou areia.
Do mais meus amigos, sim todos sabemos e podemos correr.