terça-feira, 27 de janeiro de 2015

About Pubalgia

Dr. Roberts,
A few weeks ago I was on vacation and apparently strained a groin muscle running what amounted to 100-yard dashes on the beach with our 9 month old puppy. I did manage four easy runs of 3 to 6 miles on vacation too and have been able to continue running, but I still get pain inside my upper thigh and especially across my lower abdomen when I sit up or turn. It felt good enough yesterday that I ran a few intervals on the track, which might have been a mistake as on the last interval my thigh muscle really started hurting. I have a 5K in two weeks so I don't want to stop training completely but I'm worried about whether I'll be able to do any more speed work.
What is the best way to get this to heal fast?  I'm taking ibuprofen and a rice/heat pad.
Thanks,
Arthur
Dear Arthur,
Healing time for an injury is hard to predict without a firm diagnosis, so I will not be able to tell you if you can race tomorrow or in 6-12 weeks. The likely diagnoses are injury to the muscle-tendon-bone units, the classic groin pull or strain; or a disruption of your normal mechanics. The groin and abdominal strain will take 12 weeks, on average, to heal to 100 percent of strength barring re-injury. The mechanical disruption of your normal kinetic chain motion can be resolved, in some cases, in a day in the hands of a skilled manual therapist.
Sprinting in sand on a beach that likely slopes toward the water is a set up for both injuries. Many people choose to run barefoot on the beach when they are not conditioned or transitioned for barefoot running in soft sand. The slope of the beach sets up an apparent leg length discrepancy and forces the muscles to work in unaccustomed ways setting you up for a groin and rectus (lower abdomen) strain. The slant also puts abnormal stresses on the ankles, knees, hips, pelvis, abdomen, and low back forcing the muscles to contract to different lengths than during usual running, and sometimes causing the pelvis to rotate or the lumbar spine articulations to “lock up” (for lack of a better descriptor). Finally, if you switched to 100 yard sprints from your usual workouts, you may have overloaded the muscle-tendon junctions and caused the strain.
Training errors cause many injuries and this may be the case for you. The muscles will heal with time. Heat, gentle stretching, eccentric strengthening and a gradual return to running should do the trick, unless you mechanics are out of line (think of the alignment in your car). Then you will need to be evaluated for kinetic chain dysfunction and may require the services of a sports minded DO, PT, or chiropractor for manual therapy.
I hope this helps.
Cheers,
Bill

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O que aprendi sobre dieta em 2014?

Nada.
Essa é a resposta mais prudente para eu dar. Eu tentei a Dukan e descobri que ela não pode ser praticada durante muito tempo porque causa tontura e é pobre em nutrientes. Fiz dieta reduzindo carboidratos de índice glicêmico alto, a mesma dieta dos diabéticos, passei fome porque estava treinando para um treino de 21km e continuava com o frisson por doces.
Tentei reduzir apenas os carboidratos e as gorduras, mas sempre sentia fome nas 18h e ficava perdida com o que comer.
morangos com uvas sem caroço
Fazia pratos muito legais, mas na refeição seguinte ou fazia hipercalórico ou hipocalórico demais. Conclusão entre uma competição e outra meu peso aumentava e diminuía, até que eu voltei ao peso que terminei 2013... quase na verdade, terminei mesmo foi com 65kg (2013) e 63kg (2014) e com porcentagem de 25% e agora 22%. Mas como corri e fiz outros esportes ao longo do ano o corpo ficou mais modelado... Apesar da maldita barriga tá lá.
E esse foi o problema que originou muitos outros problemas a barriga, a falta do fortalecimento do core.

banana amassada com chia e aveia 

Esse ano comecei a pensar na possibilidade de simplesmente detonar essa barriga. Não porque esteticamente não combina com uma atleta, mas porque é o ponto de equilíbrio de todo corredor e precisa ter uma estrutura fortalecida para isso.
Quando se fala em reeducação alimentar parece até que vai comer determinada comida a vida toda.
Se você é um cara ocupado que pratica atividades físicas alguns dias na semana e quer definir o corpo, você vai comer batata doce e frango sempre? Não, tenho certeza que não, reeducação é muito além de quantos ovos, batata doce e frango um indivíduo consegue comer.

A verdade é que tudo que você faz hoje, não é permanente, as dietas quando feitas por um nutricionistas são mudadas mensalmente ou não.
Não é sempre que estamos treinando e há momentos que precisamos ser controlados. Mas que controle? Cálculo de calorias, de cada grupo alimentar que você precisa comer e como diversificar sua alimentação (acho que tem bem mais coisas) quem faz isso é nutricionista.

Descobri que dessa maneira eu não preciso mais inventar moda e posso manter meu peso, minha porcentagem de gordura e meus treinos sem desmaios e tonturas.
Assumir que nao temos capacidade de algo, no caso da alimentação, é respeito com o corpo.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Depoimento Carolina Vaccari










Gente posso falar??? Bom eu vou!!

Olhem para a tabela com atenção... (vai lá eu espero)


Eu perdi uma média de 1kg por mês, ao longo de um ano todo. Gente 1kg por mês não é absurdo, não é impossivel, é questão de querer e se organizar pra isso. Alias, eu acho que vc pode mais!!!

Se vc deixar de lado os impecílios (eu sei que eles sempre existem) e encarar com coragem os proximos 12 meses, vc vai conseguir não apenas oq eu consegui, vc terá essa beleza de MUITOS kg a menos que meus amigos mostraram ai em cima.

Eu sei que é difícil quando se tem criança, marido, esposa que não querem seguir sua nova alimentação. sei que as vezes fica dificil pagar uma academia, ir a medicos e nutricionistas. 

Mas pera lá, vc entrou pra essa Família pq?? pra reclamar, pra dizer q tem " N" problemas??? TODOS , sim TODOS temos dificuldades, mas só quem pode superá-las é quem realmente QUER supera-las. QUERER

Parques e praças públicas, vamos caminhar, correr, pular corda, subir escadas, fazer flexao e abdominal. MEXA-SE

Não se engane, você sabe que doces, frituras, massas em enxagero, carnes muito gordas, refrigerantes não vao te ajudar a emagrecer. PARE com elas, não precisa comprar o kit Dukan que é absurdo de caro pra conseguir emagrecer, precisa ter vergonha na cara e FORÇA DE VONTADE (eu sei que é dificil, eu sei, ainda sou uma gordinha que adora chocolate e picanha), DIGA NÂO

Mude seu estilo de vida, acorde pra vida, não pro café da manha com pizza fria de ontem anoite. Tome água ( 2 a 3 litros por dia) coma frutas, todas elas (sem exagero), alimente-se de 3 em 3 horas, pequenas porções 5 a 6 vezes ao dia, mantenha-se ativo. SEJA SAUDÁVEL!!!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

O que 2014 me ensinou sobre corrida?

Esse post deveria ter sido feito em 2014, mas no primeiro dia de 2015 começo a me recuperar de uma lesão a 3a lesão que me acometeu desde o início de 2014
Por tantas vezes abaixei a cabeça e conversei com meu corpo tentando entender o que ele quis me dizer. Será que não sou uma corredora? Será que é o tênis? Será que meu treinamento está correto? Será que não estou descansando direito?
Via tantos amigos esse ano saindo e entrando logo em outras competições com tanta facilidade que me causava tanta frustração não estar presente.
Então nessa última lesão estou começando a entender meus erros.
Ao pensar nas minhas lesões eu não conseguia perceber nenhum ponto comum entre elas, com exceção de um: toda lesão era depois ou perto de alguma competição que havia algum desafio.
Então entendi que eu posso ter tido 3 desafios:
1 - Ultraitimura, um treino de 21 km, nunca feito antes. E que minha quilometragem na semana não passava de 20km. Mesmo assim ousei. Resultado: derramamento articular no joelho direito, que me tirou das pistas por 1 mês.
2- Meia maratona internacional. O que envolve o treino da meia é o medo do derramamento acontecer de novo, por isso quis me acostumar com a distância, mas também pensei que quanto mais rápida eu fosse menos tortura para meu corpo. Então me preocupei com a velocidade, no entanto, induzi meu organismo a correr o mais rápido em todos os treino, tanto longos, quanto intervalados e outros. Estava sem treinador, apenas uma assessoria de graça na internet, não desmerecendo,porque era muito boa. Corri tao veloz que estava beirando um pace de 5:50min/km... Um recorde pessoal em corridas com mais de 10km.Resultado: Final de junho minha panturrilha sofreu o overtranning após uma corrida de 18km, Pensei em calcanhar de Aquiles, mas fui prudente e parei. O problema é que parei demais e não continuei a academia, voltar em agosto ao condicionamento de junho foi difícil. Uma compressa de água quente todos os dias me ajudou a continuar o treinamento e fazer a prova. Após a prova não senti dores, sem derramamento e não lembro de sentir dores na bacia.
3 - Em Setembro apareceu a oportunidade de correr minha primeira prova de areia. Achei fantástico. E assim treinei, mas a mudança de piso não foi tão gradual e logo me coloquei a correr em areia. Sempre, mesmo que meu treino era para asfalto e sempre com o pace mais baixo. Resultado: pubalgia, terminei o desafio do revezamento de praias e as dores se intensificaram, não conseguia levantar da cama sem sentir dores.


Pensei durante muito tempo o que esses 3 eventos tinham parecidos, falta de treinamento? Não...
Mas em todos eu queria ser rápida em todos os treinos... Eu ja tinha ultrapassado meus limites de velocidade e sabia que poderia fazer de novo, na procura pelo pace perfeito, meu organismo se cansou, se estressou e perdeu o prazer de correr.
O que 2014 me ensinou foi o respeito com o meu corpo, e isso para mim significa ter paciência. Determinadas competições eu nunca tinha feito e meu corpo não sabia o que esperar e nem certamente não estava preparado, mas jogue a primeira pedra quem nunca foi competir sem não ter treinado suficiente. Bom que isso ocorreu ok, mas precisava ser num pace mais brando e nao sempre querendo quebrar recordes.
Eu entendi qual o gosto por correr, esse gosto não tem dor, não tem ansiedade de fazer o tempo x ou y... Apenas o prazer de curtir uma música e terminar a prova. Por mais que eu vá toda equipada, com agua, gatorade, nada vai substituir a minha paz de espírito e a minha despreocupação com o resultado de uma simples corrida.

2014 me ensinou a correr 21km, a correr na areia e não botar nenhuma expectativa em nenhuma corrida, apenas concluí-la.
E assim seguirei!
Que 2015 seja com muito menos lesão.
http://www.ted.com/talks/christopher_mcdougall_are_we_born_to_run

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

A infelicidade de comprar um tênis ruim

Há quem diga que não se discute política, futebol e religião... No meio dos corredores também não discutimos sobre a marca do tênis favorito!
No entanto penso que é preciso fazer o alerta para inferioridade de alguns modelos e respeitar algumas marcas antigas no mercado.

Meu primeiro tênis de corrida foi um que comprei faz muito tempo, o mizuno creation, um dos primeiros. Adorava o amortecimento, sempre gostei de tênis de corredores justamente pelo conforto, nem sabia que eram tênis de corredores. Não comprava tênis branco, o que na minha época de escola era mais comum... Quando comecei a correr, já estava na hora de me despedir do meu mizuno, sua sola estava gasta. Por influencia da minha assessoria que tem o apoio da asics comprei o GT2000, um dos melhores tenis que já tinha usado e o que me fez a deixar de vez a mizuno.
A tecnologia investida em uma tenis de corrida da asics justifique totalmente o preço deles. Até hoje recomendo os modelos.



FAAS 800
O que me fez mudar de marca? Foi sim o custo e foi ai que conheci a puma... E me encantei com a linha de tenis faas... Meu primeiro foi o FAAS 800, faas quer dizer velocidade... Fiz minhas duas meias com ele e não decepcionou, extremamente confortável... e leve. Depois em uma promoção achei o FAAS 350 S. Fiquei com o coração na mão, o tênis era quase um minimalista, em que a diferença do calcanhar para a frente é caimento de 0.0 mm, o meu era de 3.8mm.


A leveza do faas 350 me fez correr 5 km num pace de 4:55min/km... Felicidade total.
Faas 350 S


No início desse ano fiquei de olho no faas 500 v3, versão mais recente da linha faas da puma até então. Lembro que cheguei a experimentar e achei confortável. Aproveitei a black friday e comprei.


Resolvi usa-lo para academia, pois nao estava correndo devido lesão. Voltava para a casa uma dor chata na ponta do meu pé... Pensei, será que deveria ter comprado numero maior?

Pensei que nao, a linha faas da Puma é larga por serem tenis muito leves, eles precisam dar maior área de superfície para os pés, então o tênis ia ficar enorme caso comprasse numero acima.

Resolvi fazer em um domingo 5 km... Consegui até os 4,5km... Senti dores terríveis na bacia, onde tinha a lesão...Mas também uma incomodo no calcanhar e planta do pé na direção do dedão...

Mais duas semanas se passaram e eu resolvi "amaciar" o tênis... Devia ser isso... Pensei...
Usei durante essas semanas todas e o tênis nao se moldava, sentia que o calcanhar tava mais baixo que a frente do pé e que a flexão plantar tava dificil de ser realizada.

Resolvi encarar o fato que não fiz uma boa escolha. O tênis era difícil demais de andar, que dirá de correr.

Amortecimento: parecido com de uma sandália havaiana. Meu faas 350 era muito melhor
Dureza: cabedal, frente, calcanhar tudo, duro igual aço, a flexão do pé se tornou muito difícil.
Houve superaquecimento no tênis por causa de um segunda lona que fica entre a tela que cobre o tênis, essa lona eu nao sei bem do que ela é feita, faz um contorno no calcanhar que endurece o tenis e esquenta demais.

Conclusão: unhas descascadas porque batiam no teto do tenis que antes era de pano agora tá duro e de lona. Dor no calcanhar, tive que fazer um alongamento, mas como não corri grandes distâncias ficou tudo bem.

Indicado para: nada, porque até um passeio num shopping ele dói...

Tênis desconfortável ao extremo.

Conclusão...
Após um comentário no site da centauro criticando muito o tênis, a Centauro me devolveu um cupom no valor do tênis e eu pude comprar outro. Puma até hoje nao se pronunciou sobre minhas críticas. E eu devolvi o tenis para loja

Objetivo: Retirar esse tênis da categoria de running performance alguém pode se machucar.





sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Corrida é o desafio da superação

Quantas vezes nós corredores já ouvimos de alguns amigos..."mas você corre tudo isso? Eu não consigo correr 200m."
Eu já perdi as contas, ainda mais de amigos que não gostam de correr.
Nada contra acho que cada um faz a atividade física ou o esporte que quiser. Mas peço, respeitem os corredores.
Conheci Mara Roberta em janeiro desse ano, vi uma requisição de amizade no facebook, ainda muito assustada com algumas pessoas que me pediam amizade nas mídias, resolvi fingir que não tinha visto.
Depois de algumas semanas aceitei. Acompanhei a historia de Mara nesse momento e vi um espelho, que depois foi mais longe do que eu. E foi assim que virei fã.
Mara começou fazendo exercícios físicos para emagrecer também na mesma época do ano passado que eu. Ela chegou a pesar 89kg e ter um IMC de 34. Médica plantonista 2 empregos (eu acho).


Começou cross fit o que deu muito mais condicionamento para a corrida, e assim ela foi acabando com 16 kg de peso morto. Ela muitas vezes saía do plantão 7h da manhã e ia correr ou para o crossfit
Em abril ela correu sua primeira meia maratona. Do contrario de mim, saiu inteira. Mara nunca teve problema com joelho, pé,muscular, tendinites. Digo que há uma Ironwoman dentro dela. A corrida tomou conta da vida dela que muitas das viagens dela foram por causa dessa função, mas também quilometros se transformaram em objetivos de vida.

Na noite anterior, a segunda meia maratona dela, conversei com a Mara, era inacreditável que a pessoa na minha frente há um ano pesava 84kg e estava com 63kg. Contou ainda que fazia acompanhamento com nutricionista  e um médico do esporte. Como ficamos direto na feira da maratona, após sair de lá a maior preocupação foi comer, seguindo as instruções da nutricionista.
 Nessa caminhada a gente sabe que nem sempre somos 100%, mas Mara me confessou que estava 90%  e eu fui testemunha disso. Evitava lanchinhos de lanchonete e resolvemos ir a um sushi.






Em abril
















Tive a oportunidade de encontra-la tao feliz na corrida e tao bem, sem cansaço e fotografá-la nesse momento. se emocionou verdadeiramente aqui. Superou a barreira da meia de 2h:26 em abril para 2:02 em julho aqui no Rio...

E disse que ia voltar em agosto e ai sim tive pela primeira vez a oportunidade de correr com ela na minha primeira meia maratona.
Largamos juntas e depois de 200 m não a vi mais na minha frente hehehehe!
Mara e eu em agosto na Meia Internacional do Rio de Janeiro

Essa para ela foi uma corrida diferente, sentiu calor, o peso da volta final na frente do aeroporto.
Aumentou 6 minutos no tempo, ficou desapontada. Conhecendo a Mara, ela ainda tentaria exorcizar esse tempo.E houve antes de uma viagem uma corrida que ela quebrou a barreira das 2h ara 1h:58min
No mês de outubro tive notícias de Mara na Europa, que é o continente inspirador para corridas. Mara resolveu fazer seu primeiro treino de 30km em Paris. Concluiu e ficou bem. O que eu não sabia é que Mara no final das férias estava inscrita para uma maratona. E fui uma das primeiras a receber a notícia.
Ela concluiu a Maratona de Lisboa em 4h:58min. Eu com o coração mole não cabia de emoção em menos de 8 meses de treinamento ela tinha conseguido o objetivo dela. Ela tinha se tornado uma maratonista.
É claro que eu quase morri preocupada, as coisas comigo se quebram com muita facilidade, não imagino o que é ser uma super mulher hehehe!
E aqui vai o relato de na maratona:
"Comendo igual doida (em duas semanas foram 6kg)
Daí num belo dia 1/10 rsolvi dar uma corridinha no parque e conhecer. Saí 12h, pós chuva... (ela estava em Paris).
Foram 32km em 3:30 eu acho.
Coisa de doido total
Cheguei em Lisboa 2/10 à noite, fui pra casa da minha prima. Dia 3 peguei o kit, me diverti no local (tinha até análise de densitometria). à noite ainda saí e fui beber com minha prima,até 2h da matina.
Sábado dia 4 praia, andar, beber vinho. Foda, sem controle de alimentação, hidratação, bebi até 21 h do sábado. Quem disse que conseguia dormir de ansiedade? Medo de acabar a bateria do celular. Levei um trilhao de gel.
Tipo 6, umas cápsulas de sal. A estrutura da prova era muito boa. Fiquei na fila do banheiro por 40 min ¬¬.
Fui pra largada com 5min Segui o fluxo enorme (saímos 8:30, sol nasceu 8h).
Fui forte gel de 40 em 40 min.
Quando deu 23km a bateria do cel acabou. Por ali encontramos pessoal da meia que tinha saído 2h depois da gente.
Senti a loucura quando deu 36km.
Socorro.. Mais 5km.
NEgada tinha ficado nos 30km.
Esses 5km fiz arrastando mesmo.
Quase 50 min
Pra minha surpresa o celular marcou que os 21km foram fortes mesmo.
Nao precisa dizer que despenquei no choro, sabia que era loucura, mas precisava sentir uma maratona antes do desafio (mara está inscrita no desafio do Pateta de 2015 na Disney)
Foi foda, mas nessas horas pensei bastante em toda minha trajetória e pessoas maravilhosas que tenho encontrado em meu caminho, valeu demais por ser uma delas irmãzinha (nosso pace e vitórias foram muito parecidos durante um tempo, dizíamos que eramos irmãs gêmeas de corrida)






















"Fiquei caladinha pq tb achava loucura correr MARAtona tão "precocemente", mas mais do que ninguém aprendi que quando queremos algo, acreditamos ser possível e corremos atrás dá certo! "
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E foi assim... e eu decidi colocar essa conversa de zapzap em público porque ela tem preguiça de escrever um blog.  hehehehe
Obrigada por me deixar participar disso Mara.




sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Meia Maratona do Rio de Janeiro 31 de agosto de 2014

Eu nunca pensei que chegaria a ser corredora de longa distância. Em abril desse ano completei 21 km em Jundiaí. Fiz em 2h:34min os 21km. O que veio depois desses 21 km quase me fez desistir de correr longas distâncias. Eu tive derramamento articular, senti no quilômetro 16 da corrida, mas não dei importância. Fiquei por uma semana mancando e doía muito o joelho, fiz fisioterapia. 
Voltei a correr, dessa vez em terrenos diferentes do que já estava acostumada, senti o joelho de novo. Peguei mais pesado no fortalecimento. Comecei a fase dos longões. Primeiro foi de 12 km, mantive aumentei para 13km, 14km e mantive durante uma tempo em 15 km, em um momento fiz 18km... após isso senti a panturrilha. Uma dor intensa que nunca abandonava. Fiquei uma semana assim. tentei correr 15km, corri, mas fiquei sem poder tocar o chão de tanta no calcanhar....
Fiquei um mês parada, para não perder o ritmo já que agosto estava próximo, resolvi fazer spinning e acabei com todo meu preconceito sobre essa atividade. Fui ao médico, nada acusou nos exames. Overtrainning

Voltei sem dores, após muito fortalecimento e muito gelo voltei. Mas estava com asma e meu pace aumentou em 1 min. Estava em longões fazendo um pace de 6:12. Fui para um pace de 7:12. 
Preocupei. Sempre pensei que demorar numa prova de 21km ou uma maratona era tão prejudicial quanto forçar além da conta. 
Pensei em desistir... Mas valia tentar o treino de agosto inteiro... treinei. Nem sempre fechei planilha... Algumas vezes a respiração nao deixava correr alguns metros. Não forcei.
Academia foi bem frenquentada, mas dessa vez para circuitos e atividades aeróbicas.
Na ultima semana me sentia quase totalmente preparada para os 21km. No entanto sentia medo... 
Por não ter completado planilhas com longoes, por não ter feito tratamento mais eficaz da asma, por nao está com o pace que pensei que estaria... Gostaria de ter corrido com pace de 6 min/km.
E chegou o dia. Tudo uma festa, afinal para isso que tinha investido na prova, diversão.
Fui com o Daniel corredor e taxista para a corrida, minha amiga Carol que tinha chegado na noite anterior e minha amiga corredora Bruna também foi. Bruna e eu iamos correr, comecei dentro do carro a chegar a quantidade de géis... 4 ... Era pouco...? bom era 1 a 7km... Ok entao. Gatorade...Ok, comprei uma garrafinha pequena que ficava proxima a braçadeira do celular... muitos iriam se agoniar mas depois de tantas corridas já estava mais do que acostumada. Só quando eu tirava que era chato porque arriscava de bater no braço e o fone do celular dava mal contato. 

Mas ai vi a garrafinha de gatorade da Bruna. Droga, não tinha... tentei comprar na chegada. Nada... Tinha tomado varias garrafas durantes 3 dias anteriores, mas la na hora, talvez fosse necessário... Sem pânico, talvez fosse só nervosismo, achei água, tomei... Melhorei... Banheiro.. talvez fosse bom... Fui. Estava bem. Todos reclamando do sol. Acho que treinos ao meio dia me fizeram ignorar temperaturas altas,
Começou a largada... Ficaram na dúvida qual era a largada... deixei um montante passar olhei e perguntei a Bruna se agora ela ia... Ela disse que nao. Resolvi ir, dei um abraço apertado na Carol e na Bruna... Logo nos primeiros metros vi a Mara, que é de Goiânia, o pace dela era bem mais baixo... Logo a perdi de vista.
Ok, subida da Niemeyer...


Resolvi manter um pace de 7, muita mas muita gente passou de mim, correndo muito forte. E quando chegamos na parte mais alta, muita gente estava andando sem fôlego, eu estava com fôlego e sem calor.... ok, vou para um pace 6:40... Quando olhei para cima, era o povo todo do Vidigal batendo palma. Que emoção, dei tchau... Me senti realmente uma vencedora naquele momento. E pensei que era esse o espírito da prova... Esqueci o tempo, apesar de controlar o pace, mas decidi não preocupar, a prova seria como deveria ser.
E assim fui... até que desci para o Leblon. Leblon -Ipanema foram e sao minha pista de corrida de velocidade então achei uma boa correr com mais rapidez. Lá foi possível beber água e olha, gatorade... Nem precisei do meu. De repente a música parou... Droga... e se fosse sem música? Encontrei uma senhora com a blusa da assessoria esportiva de dois amigos de São Paulo. Troquei uma ideia. E vi que o boné era da Conrades... Disse que era uma sonho, ela serenamente falou vai conseguir só treinar, respondi que esse era meu primeiro ano de corrida... Pensei por que tanta pressa a minha, era minha primeira meia maratona...
Ela disse: Ah, muito ainda o que correr e a ser vivido em prova.
Legal, pensei que esse era o objetivo, ritmo confortável, sem cobranças, correr para concluir.
acelerei em Ipanema, cheguei no Arpoador, sombra e muita gente, apressei. Encontrei muita gente de Manaus e ai encontrei amigos, que até tiraram foto em Copacabana.
Entrei no tunel metade da corrida ja tinha passado... De repente todos começaram a gritar e cantar... esse era o espírito do esporte... a perna começou a reclamar, será que tinha forçado? Vi o posto de água. Otimo... Vou pegar...alguem passou na minha frente e me fez parar, ai sensação estranha... 
Tomei agua, o sol estava bem mais forte. Ignorei... gatorade. Tomei o quanto pude, tinha acabado de tomar gel...
Apareceram os fotógrafos, estava entrando no Aterro. Ah que lindo, tava chegando no km 15, sorri, foi quando as pessoas cumprimentavam a gente e dizia que estava chegando, sorri de volta e acenei agradecendo pelas palmas. Parece bobo, mas o esporte nesses momentos é mágico. Se você é insensível a essas emoções você não faz mais por prazer.



Ok, final o calor realmente estava forte, de repente se fez silencio ao redor, era muita gente cansada ao meu redor. Senti as pernas no km 16... Pensei, será cansaço ou vou ter outro derramamento articular? Não... É cansaço. Resolvi andar... mas vi o relógio e estava 1h:48min... Pensei que bom, estava abaixo de 2h. Talvez consiga chegar em menos tempo do que fiz... A volta para a pista da chegada nao encontrava, nao estava ao alacance... na pista ao lado era a pista de quem já estava a caminho da chegada... 
Bateu o cansaço, nao ouvia música de chegada mais, não via mais nada, só ouvia respirações ofegantes... Senti o joelho mais enrijecido, não doía... 
Correr mais rápido nao dava. Resolvi ser um robô... mantive um pace, mas andei.... Olhava para o lado, voltei a correr km 18... nada da volta... algum tempo já tinha passado. 18,5km vi a passagem... resolvi correr mais forte, não consegui arrancar. Ok, mantendo o pace 6:45, tava ruim, mas tudo bem... Manter... e chegar virei... alívio, pista de chegada.
Foi quando deu desespero, pista de chegada será que vou percorrer tudo o que havia percorrido na outra, será que é o Aterro inteiro e a chegada está no começo Botafogo-Flamengo enquanto eu estou na frente da Lapa? 19,7km andei mais um pouco, chequei o relógio. Não é hora de andar, vou correr... Km 20... Droga 1km, cadê Carol? Ela disse que estaria na chegada. Ah! meu relógio das placas tinha uma diferença de alguns metros. 
Ok, Estou no final... Vi a chegada, ouvi música abri o sorriso, não aguento sprint. Ok vou correr em trote, tá no fim... Fazendo aviãozinho. Levantando o braço! E assim passei muito feliz na chegada, ando vários metros fico procurando Carol. Não penso em nada... Depois penso no meu pai, o quanto estaria aplaudindo, minha  mãe e seu celular que estaria batendo mil fotos. Peguei a medalha.
Foi A corrida... telefone, é minha mãe. Quero abraçar o telefone, assim como quero abraça-los.
Terminei a prova dos meus sonhos em 2h: 27min. Sim, haverá outras, mas essa foi a primeira oficial a que recebeu todas as primeiras sensações e emoções e foi aqui no Rio de Janeiro.